Bom, nunca escrevi sobre isto, não sei sequer muito bem como o fazer. Mas quero fazê-lo. Perdoem-me porque vai soar mal escrito, simplesmente vou ser o mais pura possível, sem formalidades.
Faz hoje um ano que, inocentemente, a tragédia do dia nos tocou a nós. Sem nada muito bem planeado lá nos fizemos ao caminho (e que maldito caminho) e em segurança chegámos. De barriga cheia viemos, mas o murro no estômago que foi tal que.. qual comida, qual quê.
Posso dizer que tive sorte, não me lembro de metade do que aconteceu. Posso dizer que tive sorte, porque estou aqui, a escrever para alguém, passado um ano, falando de consciencia do que se passou. Posso dizer que tive sorte por nenhum de nós ter desistido. Orgulho-me de vocês e especialmente de ti, Fifas. És um miudo cheio de força! O medo de te perder foi gigantesco, mas aos poucos vais conseguindo, aos poucos lutas, aos poucos chegas.
Não são boas memórias, parece que ainda doi o corpo só de pensar. Sim, as dores foram muitas.
Nunca quis acreditar que aquilo se tinha passado, muito menos connosco, nós! Mas sim... Os acidentes não acontecem só aos outros.
Apetecia-me pegar em cada um de vocês e apertar... Só pelo facto de PODER apertar.
E é isto, são poucas as palavras para um sentimento tão grande.
Sandra, Bárbara, Marco, Catarina, Bernardo, Filipe, António e João. Estamos aqui, hoje, passado um ano. E juntos estamos por ti Filipe, rezando para que chegues definitivamente.
A todos mando um beijo de saudade.
Bárbara , 25 de Março de 2011
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