terça-feira, 29 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

80.

Bom, nunca escrevi sobre isto, não sei sequer muito bem como o fazer. Mas quero fazê-lo. Perdoem-me porque vai soar mal escrito, simplesmente vou ser o mais pura possível, sem formalidades.

Faz hoje um ano que, inocentemente, a tragédia do dia nos tocou a nós. Sem nada muito bem planeado lá nos fizemos ao caminho (e que maldito caminho) e em segurança chegámos. De barriga cheia viemos, mas o murro no estômago que foi tal que.. qual comida, qual quê.
Posso dizer que tive sorte, não me lembro de metade do que aconteceu. Posso dizer que tive sorte, porque estou aqui, a escrever para alguém, passado um ano, falando de consciencia do que se passou. Posso dizer que tive sorte por nenhum de nós ter desistido. Orgulho-me de vocês e especialmente de ti, Fifas. És um miudo cheio de força! O medo de te perder foi gigantesco, mas aos poucos vais conseguindo, aos poucos lutas, aos poucos chegas.
Não são boas memórias, parece que ainda doi o corpo só de pensar. Sim, as dores foram muitas.
Nunca quis acreditar que aquilo se tinha passado, muito menos connosco, nós! Mas sim... Os acidentes não acontecem só aos outros.
Apetecia-me pegar em cada um de vocês e apertar... Só pelo facto de PODER apertar.
E é isto, são poucas as palavras para um sentimento tão grande.
Sandra, Bárbara, Marco, Catarina, Bernardo, Filipe, António e João. Estamos aqui, hoje, passado um ano. E juntos estamos por ti Filipe, rezando para que chegues definitivamente.
A todos mando um beijo de saudade.


Bárbara , 25 de Março de 2011

domingo, 20 de março de 2011

73.

"Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras"

Mia Couto
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Fico sinceramente desapontada com a tamanha indelicadeza e ousadia presentes neste texto de opinião de Mia Couto. É ridícula toda a generalização feita pelo mesmo, típica de quem costas quentes sente pela bela carreira que tem, com ou sem esforço obtida. Fala de diplomas ilusórios, falta de conhecimento, duvidosa capacidade operacional, frustração e uma geração que "não sabe estar em lado nenhum". ... Afinal, servimos para quê? Carregados de defeitos, somos aqui criticados por lutarmos pelo que temos direito, por direito. Desculpe não sermos de "elite"...
De facto, são os meninos de "grandes cursos" que apoiam textos como este. É pena não termos todos aptidão para a Medicina... A questão é que a vida não é feita de comprimidos! Mas não, Mia Couto diz que temos falta de conhecimento!
Não discordo totalmente do que diz.. Há de facto jovens com percursos desses. Mas a "Geração à Rasca" não é caracterizada assim. Neste país ainda há quem trabalhe, quem tenha diplomas por mérito e mesmo assim ande à rasquinha.
Não queremos mandar no mundo, pelo que diz não temos sequer capacidade para isso. Queremos igualdade, oportunidade, reconhecimento e recompensa pelo esforço feito por nós e por quem, até então, nos sustenta. Não somos parvos, Mia Couto...

terça-feira, 15 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

70.

a Bárbara acrescenta só mais uma coisa:



VA-LHA-ME-DEUS!

69.


A Bárbara (eu) exige que se juntem a ela no próximo sábado!

Só uma nota:
O Bloco de Esquerda anunciou a apresentação de uma moção de censura no primeiro dia em que ela tem utilidade prática, 10 de Março. Não teria utilidade fazê-lo antes, como declarei, tem todo o sentido fazê-lo no tempo certo, e foi o que o Bloco decidiu.
E tem sentido por três razões. Em primeiro lugar, porque é agora que o governo concretiza medidas destruidoras do emprego porque facilitadoras do desemprego: a redução da indemnização pelo despedimento e o fundo para financiar o despedimento. Queremos que essas medidas sejam retiradas, que sejam recusadas e que sejam vencidas, porque vão criar mais desemprego. A esquerda bate-se por soluções.
Em segundo lugar, chegamos a uma situação insuportável: um em cada dois trabalhadores está desempregado ou é precário. O PS e PSD aprovaram a retirada do subsídio de desemprego a muitos desempregados, e reduziram o montante para os outros. A esquerda bate-se por soluções.
Em terceiro lugar, há um milhão de recibos verdes, muitos dos quais falsos. E podemos corrigir essa situação de abuso, introduzindo novas regras para o contrato dos falsos recibos verdes. A esquerda bate-se por soluções.
Todas estas medidas cruéis são impostas quando dois dos maiores bancos privados portugueses declaram 500 milhões de euros de lucros e nenhum IRC, e ainda pretendem impor ao Estado o reconhecimento de dívida fiscal. São estes bancos que cobram juros agiotas – como os bancos alemães e franceses – à economia portuguesa. A censura recusa a continuação desta política de austeridade e de desemprego. É portanto a força de uma convicção, a razão de uma luta e uma resposta ao pântano.


"Há uma geração perdida de jovens destinados a sofrer toda a vida com o agravamento do desemprego e das condições sociais", afirmou o diretor geral do Fundo Monetário Internacional , Dominique Strauss-Kahn, citado pela Reuters. (tecto do Expresso)

terça-feira, 8 de março de 2011

68.

So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing.

domingo, 6 de março de 2011

67.

É isto que vocês nunca vão ter..
Amo-te Benfica. Podes ganhar, podes perder, eu Amo-te. Estamos sempre contigo.