"Para mim Lisboa são os barcos e os adjectivos.
Navegar instintivamente , entre a mentira e a realidade, e entre a visão e a invisibilidade, sem conhecer a nitidez nem a consciência de nada; dizer que a cidade só existe pela imaginação e por escrito, apenas como invento, desejo e expressão de literatura. Assim, em arco. Na evidência do que paira sempre muito acima desta mentira que se chama tempo, espaço, tempo-espaço, barco ou rio. Cidade de Lisboa. A ilha de pedra entre o azul do céu e do mar."
O Homem Suspenso, por João de Melo



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